terça-feira, 21 de abril de 2009

Além das massas

O projeto RIPE (Rede de Intercâmbio de Produções Educativas), coordenado pelo Grupo de Pesquisa em Educação, Comunicação e Tecnologias (na qual sou membro), esta concorrendo ao Festival Bibliofilmes, com o filme "Além das massas" na categoria vídeo de uma critica/recomendação a um livro. A votação popular começará amanhã, às 17h de lá (ou seja, 14h daqui) no sítio http://www.bibliofilmes.com, e encerrará às 17 horas do dia 23.

Estou contando com seu voto!


quinta-feira, 2 de abril de 2009

Alunos de Pedagogia em Pesquisa na Escola Professor Brito








Dotados de dispositivos de pesquisa construídos coletivamente em sala de aula, os alunos do 8º semestre de Pedagogia da UESB, começaram dia 30/03/2009, sua pesquisa na escola campo de estágio. Uma das primeiras atividades definidas pelo grupo, foi a observação do contexto.



Questões interessantes que os alunos estão observando no portão da escola:
Quais as marcas da sociedade atual estão na entrada?
Quais as marcas da história?
Quem controla o portão e de que maneira?
Como são os traseuntes que por aí trafegam?
Quem passa, o que passa e deixa qu por aí trafegam?
Quem passa, o que passa e deixa de passar pelo portão da escola?
Para Lima (2002, p. 28-30):
[...] o portão da escola representa para o estagiário uma oportunidade de reflexão. Deixar-se ficar no portão da escola é uma experiência de compreensão do que ocorre lá dentro. O panorama que se descortina, visto a partir do espaço escolar, pode trazer, à tona alguns aspectos que talvez nunca tenhamos observado antes: a vida da comunidade, a movimentação na frente da escola, costumes, preferências e regionalidade.



Comentem sobre as observações de vocês.

Pesquisa no Estágio... Como e Para Que?






A questão da formação de professores pesquisadores, é uma idéia que vem sendo debatida e defendida por inúmeros educadores, em diferentes áreas do conhecimento. Nos diferentes seminários, grupos de pesquisa e em textos legais, essa é uma questão sempre atual. Acredito que a função didática da pesquisa na formação de professores, pauta-se na importância de desenvolvermos sujeitos com autonomia, contrapondo-se a uma formação meramente tecnicista, que espera soluções vindas de alguma divindade. É só através da pesquisa, que poderemos vivenciar a reflexão crítica sobre a prática pedagógica, buscando soluções que não estão prescritas por especialistas. Assim, na formação inicial, precisamos instrumentalizar nossos alunos a exepienciar essa perspectiva, pois é quando vão sendo construídas de forma mais sistematizadas as imagens sobre a profissão. Na disciplina de prática de ensino, essa discussão é fundamental, pois a construção da etnografia da escola campo de estágio é um dos objetivos primeiros que precisa ser resgatado.

Uma metodologia que vem dando bons resultados...

Partindo da perspectiva de que o educando aprende quando ele se envolve no processo de produção do conhecimento, e na interação com o outro, começo o trabalho construindo mapas conceituais, onde os mesmos compartilham suas expectativas e interesses em relação a pesquisa de observação. Logo após, em pequenos grupos, os educandos confrontam esses mapas e começam a cruzar as inquietações comuns. Como mediadora do processo, listo todas essas inquitações e problemas de pesquisa, e na mediação com os mesmos, vou criando noções subsunçoras e posteriormente categorias maiores. De posse dessas categorias, construimos coletivamente nossos objetivos de pesquisa e logo em seguida os dispositivos. Todo esse movimento se dá de forma colaborativa e é compartilhado com os colegas, que podem sugerir e intervir na construção do outro. Nesse sentido, é de suma importância o exercício do diálogo e a partilha de experiências. De acordo com André (2006), faz parte do desenvolvimento social do indivíduo aprender a conviver e a trabalahr com o outro; aprender a ouvir e a se fazer ouvir, expressar idéias e opiniões próprias e acolher pensamentos e opiniões divergentes". É claro que todas essas habilidades, só podem ser exercitadas, se proporcionarmos espaços concretos de construção.


terça-feira, 31 de março de 2009

Quem vai ensinar o que aos alunos do século XXI?

Por Caio Barreto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia KrauseUma sala de aula com carteiras enfileiradas diante de um quadro negro. Os alunos, calados, prestam atenção no professor. Memorize esta cena: ela está com os dias contados. A entrada das novas tecnologias digitais na sala de aula criou um paradigma na educação: como tais ferramentas, que os alunos, não raro, já dominam, podem ser aproveitadas por professores que, frequentemente, mal as conhecem? As escolas têm, pela frente, um desafio e uma oportunidade. O desafio: formular um projeto pedagógico que contemple as inovações tecnológicas e promova a interatividade dos alunos. A oportunidade: deixar para trás um modelo de ensino que se tornou obsoleto no século XXI.O novo aluno é o responsável por esta mudança. Por ter nascido em um mundo transformado pelas novas tecnologias, ele exige um professor e uma escola que dialoguem com ele, e não apenas depositem informações em sua cabeça. E mais: ele quer ser surpreendido. Tarefa difícil, pois o jovem estudante de hoje encontrou, na internet, uma fonte de informações nunca antes existente. Livros, almanaques e enciclopédias eram as principais ferramentas de pesquisa até o início da década de 90, quando os computadores começaram a chegar às residências do país. Agora, com um clique, ele pode acessar todas as enciclopédias do mundo. O que muda com isso é, em primeiro lugar, o papel do professor."É um momento difícil para o educador, pois o modelo de ensino que ele aprendeu era baseado no poder que ele representava na sala de aula, típico de uma sociedade mais passiva que a de hoje", diz Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio e diretora executiva da Instructional Design Projetos Educacionais. Mas o novo aluno, segunda Andrea, é diferente: "Ele quer participar, quer fazer suas próprias escolhas. Os professores têm que se reinventar". Para ela, o professor não pode mais ser uma figura autoritária: ele precisa ser capaz de aprender com os educandos e de admitir que não tem todas as respostas.As palavras de Andrea encontram eco fora do Brasil. O americano Marc Prensky, um dos principais consultores educacionais dos Estados Unidos e designer de jogos educativos, afirma ser necessária uma nova relação entre professor e aluno, baseada em uma parceria: "O estudante faz aquilo que tem de melhor (como buscar informações e usar as tecnologias para criar algo novo), e o professor, por sua vez, também faz o seu melhor, que é orientar reflexões, avaliar o comprometimento dos alunos e criar um contexto favorável". Por "contexto favorável" entenda-se uma nova pedagogia: algo como deixar que os alunos aprendam por seus próprios caminhos, mas com a orientação do professor.Se o papel do educador está em transformação, as escolas também vivem um período de transição. Elas precisam se adequar não só ao novo aluno, mas também à nova formação de seu corpo docente. "A internet tornou o aluno mais livre. Ele pode aprender em qualquer lugar, a qualquer hora. A escola já sabe disso, mas ainda é muito tradicional, pois resiste à mudança inevitável", acredita o espanhol José Manuel Moran, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP. Mas para mudar não basta trocar o quadro negro pela lousa digital: é preciso ir além e inovar na forma de ensino, pois, como acredita Moran, a internet e as novas tecnologias são um ponto de partida. Nunca de chegada.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Revista da FAEEBA



Oi pessoal,

Nessa revista da FAEEBA de número 29, tem uma resenha de minha autoria sobre o livro da Josso - Experiência de Vida e Formação. Vale a pena conferir e comentar. As páginas são: 247 e 248. Já fiz o link com a imagem. É só clicar, ler e comentar.

Vamos ao debate!

domingo, 15 de março de 2009

Formar o professor pesquisador: um desafio para as Universidades.


Com a discussão do texto de Maria Teresa Esteban " A pesquisa como eixo da formação docente", demos início a aula do dia 11/03, utilizando como dinâmica de leitura, "idéias que se entrelaçam". A dinâmica consiste na entrega de um trecho relevante do texto, para cada dupla de alunos, e em seguida, é solicitado que os mesmos argumentem o que compreendeu do mesmo, articulando a sua formação docente. Questões como: a dicotomia teoria e prática, a importância da teoria na pesquisa, o distanciamento da academia das pautas da escola pública, a importância da professora da escola básica produzir conhecimentos etc, foram discutidos de forma profunda na nossa aula.Em suas investigações sobre essa temática, Zeichner (2002) denuncia a divisão entre o professor pesquisador e o pesquisador acadêmico. Se por um lado os acadêmicos consideram as pesquisas dos professores como menores ou triviais, por outro, os professores não se sentem contemplados nas produções acadêmicas, pois a própria linguagem utilizada nas produções só faz sentido para os pesquisadores de determinada comunidade científica. Além disso, os professores com freqüência são descritos na pesquisa acadêmica de forma negativa, gerando uma rejeição em relação a estes estudos. “Provavelmente, como grupo, professores não são mais sexistas, mais racistas, e mais incompetentes do que os pesquisadores acadêmicos” ressalta Zeichner (2002, p.211).Contra essa lógica, o autor recomenda que nas propostas de formação de professores, os docentes sejam tratados como profissionais que pensam e têm autonomia sobre o seu trabalho, tomando decisões frente à utilização dos novos conhecimentos na sua prática, rompendo com a perspectiva de treinamento de habilidades ou receituário de técnicas.

sábado, 7 de março de 2009

Provocando...


O importante é ressaltar que, para conhecer como o outro experimenta a vida, faz-se necessário o exercício sensivelmente difícil de sairmos de nós mesmos. Há que nos desdobrar-nos, revirarmos, suspendermos preconceitos, criticarmo-nos, abirmo-nos a certa violação de habitus sagrados e solidificados da sociedade do “eu”. Experiência intestina e radicalmente relacional da intercriticidade. (MACEDO, 2006)

Para refletir e comentar:
Faça uma analogia entre a citação do professor Roberto Macedo, e o movimento de pesquisa que será desenvolvido por você no estágio de práticas pedagógicas no ensino fundamental.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Oficina de Blog




A atividade teve início com uma pequena contextualização sobre a emergência dos blogs no meio educacional, onde busquei estabelecer a grande diferença dos diários de suporte atômico, com os diários de suporte digital. No suporte atômico, as reflexões estão fechadas no mundo privado do autor, limitando-se a um agrupamento de pessoas, ao mesmo tempo e em um único espaço físico (Santos, 2005). Já o suporte digital, ultrapassa a distribuição de conteúdos e se constitui a partir da interlocução de sujeitos, que intervém na mensagem. Dessa forma, deixei claro que o que está em jogo é o modelo de comunicação todos- todos, presente na contemporaneidade. Assim, o suporte digital, potencializa uma comunicação mais interativa, pois é possível intervir na mensagem, participar e construir conheciemto de forma colaborativa. Logo após a breve exposição, começamos a mexer no blog. Fui logo percebendo, que é impossível querer que os alunos sigam rotas fixas e imutáveis, pois a familiaridade com o contexto da cibercultura é que vai definir o caminhar de cada um. Entretanto, falei muito sobre a importância de socializarmos as descobertas e de colaborarmos com o outro. Construímos uma rede de cooperação na sala de aula, onde cada novidade que ia aparecendo, automaticamente ia sendo socializada para todos. Aprendi muito nessa aula, principalmente com alguns "nativos digitais", que iam revelando suas descobertas e ajudando os alunos com maiores dificuldades. Mais uma vez, percebi que no contexto da cibercultura a hipertextualidade posta pelo digital, abre novos desafios para a educação. Assim, nesse clima de troca de saberes, colaboração e certeza de estar dando um passo fundamental nas práticas de estágio na universidade, "concluímos" o início trabalho, com 13 blogs montados. Definimos também que nossa próxima tarefa seria a postagem da história de vida e de formação.

terça-feira, 3 de março de 2009

Diário da nossa primeira aula.








Tema da Aula: Itinerância docente na Formação Inicial: subjetividade e conflitos

Demos início ao nosso primeiro encontro com os alunos do VIII Semestre de Pedagogia 2009.1, exibindo um trecho do filme de Fort Gamp - O contador de histórias. O filme começa com uma pena caindo aos pés de Forrest Gump, sentado numa parada de ônibus em Savannah, na Georgia. Forrest pega a pena e coloca-a dentro de um livro, e então começa a contar a história de sua vida a uma mulher sentada próxima a ele (os ouvintes na parada de ônibus mudam regularmente ao passar da história, cada um mostrando diferentes reações perante a história de Gump, indo da incredulidade e indiferença até profunda admiração). Assim, a partir da narrativa de vida de Gamp, procuramos destacar a importância das histórias de vida na formação profissional. Em sintonia com essa perspectiva, solicitamos aos alunos a representação de trechos de suas vidas que entrelaçassem o eu pessoal e profissional. As narrativas forram belíssimas e muito reflexivas. Questões como identidade, desencontros, conflitos, a importância do outro, estiveram presentes na fala dos alunos de pedagogia do VIII semestre. Destaque também para as belissímas produções artísticas dos alunos. Em seguida, fiz a exposição sobre o Projeto de Estágio e p programa da disciplina, deixando claro a diferença de planejamento como programa e planejamento como estratégia (Moran, 2003). Expliquei aos alunos ,que a opção do desenho didático da nossa disciplina, aproxima-se da noção de estratégia,pois acreditamos que essa concepção integra o acaso,e as problemáticas que vão aparecendo durante o processo, nos ajudando a reunir o máximo de certezas para enfrentarmos as incertezas. Coloquei também a importância de integrarmos as tecnologias da informação e da comunicação, como elementos estruturantes que potencializam um trabalho mais colaborativo na rede. Quando falei da proposta da construção do blog, percebi olhares de estranhamento, de curiosidade e de rejeição, frente a uma perspectiva nova de trabalho que eles nunca tinham vivenciado na universidade. Encerrei essa primeira parte,apresentando e discutindo os instrumentos de avaliação que serão utilizados durante o semestre, e ressaltando a importância do registro e da colaboração nos blogs dos colegas. Solicitamos a leitura de dois textos da Selma Garrido: A importância do estágio para quem exerce o magistério: uma perspectiva de formação continuada e a importância do estágio para quem não exerce o magistério.

domingo, 10 de agosto de 2008


Minha itinerância docente...

Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que tem certas coisas passadas de fazer balance, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com os outros acho que nem se misturam.Contar seguindo, alinhavando, só mesmo sendo coisas de rasa importância (...) Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. O senhor sabe; e se sabe, me entende. Toda saudade é uma espécie de velhice.

João Guimarães Rosa