quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Estágio como Pesquisa: Diferentes aprendizagens




  • Aprendizagens do contexto: local em que a escola está situada, cidade, bairro, levantamento sócioeconômico e cutural.
  • Aprendizagens de chegada: a porta ou o portão da escola. Quem controla o portão e de que maneira? Como são os transeuntes que por aí trafegam? Quem passa, o que passa e deixa de passar no portão da escola?
  • Aprendizagens de aprofundamento: o diagnóstico da escola.
  • Aprendizagens sobre a gestão da escola.
  • Aprendizagens sobre a dinâmica interativa dos saberes.
  • Aprendizagens sobre a vida e o trabalho dos professores nas escolas.
  • Aprendizagens sobre a origem e gestão das verbas e recursos.
  • Aprendizagens sobre a gestão da classe.
" Formadores e formadoras atentos aos nexos e relações da escola com o sitema social mais amplo e com as teorias estudadas poderão encontrar formas de interação e de intervenção que confiram maior reconheciiemnto e legitimidade de sua presença naquele espaço". (Pimenta, 2004).

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Estágio: para além dos muros da Universidade



Na útilma quinta - feira, às 17:00h, nos reunimos na escola campo de estágio, a fim de apresentarmos para os docentes do CAIC, a proposta do Projeto, bem como possibilitar uma maior aproximação entre os discentes/estagiários da UESB e os professores formadores daquela instituição. Percebia no olhar dos meus alunos, muita curiosidade e ansiedade frente ao novo desafio. Comecei a reunião falando do nosso projeto de estágio, e pontuando a importância da parceria estabelecida na consecução dos nossos objetivos. Lemos um pequeno texto sobre Etnografia, destacando a importância do conhecimento da cultura escolar no seu dia a dia. Destaquei os saberes da experiência vivenciados pelos professores da escola, como fundamentais na formação dos novos pedagogos. Assim, começamos as apresentações, onde cada professor formador ia falando um pouco de si e do perfil da sua sala. Em seguida, cada dupla de estagiários foi se apresentando, e colocando suas expectativas e dúvidas. Ficou claro para todos nós, que os alunos do Ciclo I,II e III, necessitam de um trabalho intenso com leitura e com escrita. Logo após esse quebra gelo inicial, discutimos com os professores a temática do estágio, e o nosso grupo ficou com o Prpjeto de Leitura, focando em quatro gêneros textuais: receitas, texto instrucional - brincadieira, poesias e rimas , onde resgatando o papel da ludicidade na sala de aula, buscaremos articualar a proposta de leitura e de escrita. Distribui as pastas do estágio para cada professor, com orientações sobre calendário, avaliação, e o convênio firmado com a UESB. Volto a ressaltar, que a aproximação com os atores da escola, é de fundamental importância para essa etapa tão importante do estágio.


O que vocês acharam da reunião?

Beijos,


Socorro Cabral

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Entrega da Primeira Etapa do Blog


Olá meninas,

Como combinamos em sala, a data da entrega do blog com a narrativa das fotes pré - profissionais será no dia 05/09 (sábado). Não deixem acumular nenhuma atividade, porque após o estágio de observação na escola, e a aplicação do diagnóstico, vamos tabular e analisar os dados, além de elaborarmos o relatório com bastante consistência teórica.

Data de entrega do blog - 05/09 (sábado)



Critérios de Avaliação:

  • Reflexão sobre a trajetória docente com fundamentação teórica;
  • Trazer as fontes pré-profissinais para a reflexão;
  • Agregar imagem ao texto;
  • Comentar no blog de pelo menos 5 colegas;
  • Fazer lista de link do blog das colegas da sala.


Como nos alerta Pimenta....


" O estágio ao contrário do que propugava, não é atividade prática, mas teórica, instrumentalizadora da práxis docente , entendida essa como atividade de transformação da realidade" . Pimenta ( 2004).



Um abraço,

Socorro Cabral


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pesquisa no Estágio: construindo um caminho




A Etnografia da Escola caracteriza-se por considerar aspectos relacionados à dimensão cotidiana da escola e da comunidade que faz parte de sua área de abrangência, enfatizando, sobretudo, os elementos culturais e dos segmentos que nela atuam direta ou indiretamente.
Compreender a escola não significa compreender só o que está escrito ao âmbito institucional. As pequenas ações do dia-a dia, não captadas pelos registros documentados, também podem nos dar indicadores significativos sobre a escola. È necessário que façamos um “zoom” neste espaço educacional e na comunidade de seu entorno, desvelando seus acertos e desacertos, conhecendo o modo de vida dos atores que nela atuam e interferem.
A escola precisa estar sensível às práticas educativas que nunca são registradas nos diários de classe preenchidos pelos professores. Há fazeres aos quais a “história oficial” da escola está alheia. Há saberes e práticas da comunidade que a escola ignora,. No entanto, estes fazeres , estes saberes e práticas interferem no seu dia a dia. Subjacentes a eles podem estar mecanismos de dominação, de resistência, de opressão, de contestação que são facilitadores ou dificultadores de implantação do projeto político – pedagógico da escola. Nesse sentido, o conhecimento da realidade escolar, dos seus atores sociais – seus valores, crenças, atitudes, modos de ver e sentir o contexto em que vivem – não pode se limitar à mera análise de documentos oficiais ou ao levantamento de dados feitos sem o necessário olhar atento à “vida miúda” da escola.
Nesse sentido o período de observação revela a necessidade de os alunos da disciplina de Estágio levantarem dados quali-quantitativos que permitam uma “leitura de mundo” mais aprofundada do contexto escolar. Por esta razão, aproveitamos o potencial das técnicas etnográficas para uma investigação sistemática do cotidiano escolar. Uma escola democrática parte do princípio da autonomia e da participação – há muito tempo defendido pelos movimentos sociais quanto pelos educadores – e a etnografia revela justamente os condicionantes da participação.

Caderno Escola Cidadã

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Pesquisa no Estágio: um desafio.



(VISÃO MECANICISTA DE MUNDO - MÉTAFORA DO RELÓGIO)



Refletindo e criticando sobre a concepção de ciência da modernidade, pautada numa cosmovisão que traz como base a generalização, a objetividade,visão mecânica de mundo, mensuração e a previsibilidade, demos início ao nosso terceiro encontro de estágio. Discutir essas questões, é de fundamental importância para que o estagiário compreenda as antinomias postas na nossa sociedade, e consequentemente na universidade. Sem essas pautas, fica difícil compreender a dicotomia teoria e prática, todo e parte etc. Puxando esse fio, percebemos que as ciências da educação trazem uma outra especificidade de trabalho, diferente das ciências naturais. As pautas humanas , essência da educação, precisam incorporar a inconclusão, o inacabamento, a subjetividade, a imprevisibilidade e a emancipação humana. O que isso tem a ver com o estágio de observação? Tudo. Entrar em campo em uma Escola de Ensino Fundamental, da rede pública, requer a compreensão de que o outro não é um idota cultural, e que todos os seres humanos dão sentidos e significados as suas ações. Como diz Macedo(2006),
" o importante é ressaltar que, para conhecer como o outro experimetna a vid, faz-se necessa´rio o exercício sensivelmente difícil de sairmos de nós mesmos. Há que nos desdobrar-nos, revirrar-mos, suspender-mos preconceitos, criticarmo-nos, abrirmo-nos a certa vilação de hábitos sagrados solidificados na sociedade do "eu". Experiência intestina e radicalmente relacional de intercriticidade.



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Oficina de Blog na Pedagogia



Falando sobre os novos arranjos da Sociedade Contemporânea, os nativos digitais e a interatividade potencializada pela internet, que nos possibilitou uma comunicação todos- todos, demos início a oficina de blog no curso de Pedagogia. A oficina foi ótima, contando com a participação e cooperação de todos. Expliquei claramente o objetivo do trabalho, buscando superar uma visão de TIC meramente instrumental, para a utilização das mesmas como estruturantes de novas educações, onde a autoria e produção dos sujeitos envolvidos se destacam. O trabalho com os blogs, visa fomentar a reflexão partilhada sobre a prática pedagógica no estágio, bem como inserir as alunas de Pedagogia no contexto da Cibercultura.

Agora é hora de produzir e produzir!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Primeiro encontro de Estágio





A primeira aula com os alunos do 8º semestre do curso de Pedagogia, foi marcada pela vibração positiva da maioria da turma, em aprender as especificidades da sua profissão. O grupo destacou pontos positivos do curso como: a criticidade, a reflexão teorica e a ampliação da visão de mundo. Entretanto, em nenhum momento se referiram a "aprendência da sua profissão". Para as poucas alunas já vem exercendo o magistério, a aprendizagem docente se dá na interação com outros professores com mais experiência. Falei muito da importância de se planejar com as colegas que tem mais tempo no magistério, buscando trocas e interação. Em seguida, apesentei o Plano de Curso da disciplina, o cronograma do estágio e os instrumentos de avaliação. Destaquei que apesar da organização do calendário, não vejo o currículo como um gesso ou grade, onde a gente não pode alterar. Currículo é para ser
borrado, modificado durante o processo. Mais não é por isso, que o planejamento vai ficar de lado. Dando continuidade ao trabalho, fiz uma exposição sobre o estágio, buscando a superação de duas práticas: a prática como modelo e o tecnicismo. Passamos a compreender o estágio como campo teórico, pois sem a teoria para nos auxiliar, poderemos cir no praticismo. Freire disse em Pedagogia da Autonomia: TEORIA SEM PRÁTICA É BLA, BLÁ, BLÁ E PRÁTICA SEM TEORIA E PRATICISMO. Encerramos o encontro com a primeira cena do filme de Forest Gamp - o contador de história, buscando uma articulação com as narrativas docentes de formação.

sábado, 22 de agosto de 2009

Regulamentação da Profissão Pedagogo


Da Redação*
Em São Paulo
A Câmara aprovou nesta quarta-feira (19) a regulamentação da profissão de pedagogo. O texto prevê que apenas quem tiver graduação em pedagogia poderá exercer a profissão. A medida passou na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), em caráter conclusivo e deve seguir para análise do Senado, caso não haja recurso para votação em plenário.

O texto diz ainda que quem tiver pós-graduação na área, porém, sem o curso de graduação, poderá exercer funções de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional na educação básica.

O relator da matéria na CCJ, deputado Jefferson Campos (PTB-SP) afirma que "a profissão já está regulamentada" e que a proposta "apenas atualizou e complementou a regra vigente sobre essa matéria".

O deputado referia-se a dispositivos da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), especialmente ao que determina que "a formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação".

A principal inovação do texto aprovado em relação ao original é a supressão da previsão de um órgão de fiscalização da profissão. Entendeu-se que a fiscalização feita pelo Ministério da Educação e pelas secretarias estaduais e municipais de educação é suficiente para coibir os desvios.

Atividades exclusivas

Entre as atividades que passam a ser exclusivas do pedagogo estão:

  • a elaboração e o acompanhamento de estudos, planos, programas e projetos da área de educação, ainda que não escolares;
  • gestão educacional nas escolas e nas empresas de qualquer setor econômico;
  • a administração, o planejamento, a inspeção, a supervisão e a orientação educacional nas escolas;
  • o recrutamento, a seleção e a elaboração de programas de treinamento e projetos técnico-educacionais em instituições de diversas naturezas.


  • * Com informações da Agência Câmara
    Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/08/20/ult105u8579.jhtm

    Oi pessoal,

    Que tal discutirmos essa nova regulamentação da nossa profissão?
    Vamos ao debate?
    Palavra em aberto... Quem começa?

    quarta-feira, 19 de agosto de 2009

    Conhecendo a turma de Pedagogia - 2009.2



    Olá turma do VIII semestre de Pedagogia,

    Sou a professora Socorro Cabral da UESB de Jequié.
    Na disciplina de estágio, discutiremos aspectos da docência nas séries iniciais do ensino fundamental, e os seus desafios para a prática educativa interativa e colaborativa nas escolas públicas municipais de Jequié. Este tema vem me inquietando deste quando começei a trabalhar com o magistério.Espero compartilhar com vocês meus dilemas, etnométodos, experiências formativas e pesquisas.

    Além disso, espero fazer amigos! Adoro viajar, conhecer novas culturas, pessoas, trocar experiências. Sou natural de Jequié - Bahia. Adoro festas, malhação, comida japonesa, chinesa,baiana e muita alegria! Ah! Adoro sol, praia e muito verde.
    Este semestre com vocês será mais um espaço de auto - formação,co-formação e heteroformação . Tenho certeza que nossos encontros serão marcados por muita interação, colaboração e aprendizagem.

    • Que tal agora se apresentar? Fale de você, da sua vida, da sua itinerância no magistério e principalmente das suas expectativas sobre a nossa disciplina.



    Com a Canção óbivia de Paulo Freire, estarei esperando vocês no sábado.


    CANÇÃO ÓBVIA

    Paulo Freire

    Escolhi a sombra desta árvore para

    Repousar do muito que farei,

    Enquanto esperarei por ti.

    Quem espera na pura espera

    Vive um tempo de espera vã.

    Por isto, enquanto te espero

    Trabalharei os campos e

    Conversarei com os homens

    Suarei meu corpo, que o sol queimará;

    Minhas mãos ficarão calejadas;

    Meus pés aprenderão o mistério dos caminhos;

    Meus ouvidos ovirão mais,

    Meus olhos verão o que antes não viam,

    Enquanto esperarei por ti/

    Não te esperarei na pura espera

    Porque o meu tempo de espera é um

    Tempo de que fazer.

    Desconfiarei daqueles que virão dizer-me, Em voz baixa e precavidos:

    É perigoso agir

    É perigoso falar

    É perigoso andar

    É perigoso, esperar, na forma em que esperas,

    Porquê esses recusam a alegria de tua chegada.

    Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me, com palavras fáceis, que já chegaste, porque esses, ao anunciar-te ingenuamente, antes te denunciam.

    Estarei preparando a tua chegada

    Como o jardineiro prepara o jardim

    Para a rosa que se abrirá na primavera.



    Palavra franqueada. Espero vocês no sábado!

    Socorro Cabral


    sábado, 15 de agosto de 2009

    Curso Mídias - Encontro Presencial - Feira de Santana BA


    Clic e veja as fotos no slideshare.

    O encontro presencial em Feira de Santana ocorreu tranquilamente, os objetivos propostos no planejamento forma alcançados. Iniciei com a dinâmica em cada lugar uma idéia, onde ficou claro as dificuldades em relação a utilização das TIC nas escolas, e também a importância do curso mídias na formação de professores na sociedade contemporânea. Em seguida, dialoguei sobre a especificidade da pesquisa nas ciências da educação, fazendo uma crítica as seguintes características da ciência moderna: o fechamento em hipóteses pré estabelecidas, generalizações, neutralidade científica e visão mecanicista de mundo. Coloquei que as ciências humanas precisam incorporar a perspectiva da complexidade, dialogicidade, trazendo para o debate a especificidade do humano no seu processo histórico e dialético, aberto a "incerteza" e imprevisibilidade. O grupo fez conexões maravilhosas, pois a todo momento eu trouxe exemplos práticos da sala de aula nas escolas públicas estaduais. Em seguida, lemos o texto: A contrução do olhar do pesquisador, e concluimos que nenhum olhar é neutro. Os olhares constroem-se pela significação do mundo. Logo após essa reflexão filosófica, construimos coletivamente através de uma tempestade de idéias, as questões de uma pesquisa e os objetivos. Deixei claro que esse movimento transforma-se constantemente, a partir das significações dos sujeitos envolvidos. Assim, cada professor - cursista foi convidado a debruçar-se sobre seu objeto , construindo suas questões e seus objetivo de pesquisa. Fui enfática no sentido de dizer que era fundamental pesquisar a prática em sala de aula, buscando novas educações. Chega de tanta denúncia, precisamos anuciar novas possibilidades. Fiquei mais de uma hora interrogando sobre qual a disciplina que eles lecionavam e fui com eles delieando possibilidades de inovações com as TIC na escola.
    Sobre o trabalho com os blogs, definimos que os mesmos deveriam ter o seguinte formato:
    • Proposta pedagógica clara para a disciplina que eles trabalham;
    • Inserção de links no texto( tinha gente que não sabia faze link no blog);
    • Inserção de imagens;
    • Comentário em pelo menos três blogs dos colegas;
    • Linkar no seu blog o blog dos colegas;
    • Participação dos alunos no blog.
    Depois dessa oficina, o grupo também me solicitou explicações sobre o webquest. Expliquei os objetivos e definimos trabalhar com o site do SENAC.
    Encerrei o encontro aplicando a ficha de avaliação que coloquei no ambiente, e solicitando sugestões para o próximo encontro. Fiquei feliz com o encontro presencial, acreditando que só uma formação baseada na reflexão e no respeito às exoeriências do grupo, podem contribuir de forma efetiva com práticas mais emancipadoras.

    Daquilo que eu sei... Ivan Lins
    Ótima síntese do nosso trabalho em Feira de Santana.
    Hora de mergulhar na monografia.